Felipe Jucá

Paz e bem!

Textos

                    Flores para a Virgem

               1. Na noite de hoje, 31 de maio, a Virgem será coroada. Há pouco, entrei em algumas igrejas - e igreja é o que não falta em Salvador -, e em todas elas só vi flores.
               2. Anturios, copos de leite, palmas de Santa Rita, etc., etc. Mas constatei que as rosas dominavam a piedosa decoração. Só dava elas.
               3. Pareceu-me ter uma explicação. A rosa é chamada de "a flor do amor" e de "a bela flor". É, sem sombra de dúvida, a flor preferida dos poetas e cancioneiros.
               4. Não é por acaso que uma das mais belas valsas brasileiras chama-se Rosa, composição do imortal Pixinguinha. Não é por acaso que muitas mulheres têm rosa nos seus nomes: Rosanas, Rosa Marias, Roseanas, Rosemayres, Rosálias, Anas Rosa, ou simplesmente Rosa.
          5. Com tantas flores espalhadas no seu interior, da porta principal ao presbitério, as igrejas que visitei estavam, sim, muito mais cheirosas; mais femininas; bem marianas!

               6. Era visível a movimentação dos padres e dos devotos. Sentia-se que a preocupação de todos era a de deixar tudo OK, para que a festa da coroação da mais querida das Marias fosse irretocável.
               7. Muitos me perguntam ( não sei se é porque fui seminarista franciscano) quando, como e por quem a festa da coroação da Virgem foi instituída.
               8. Respondo, dizendo o que está nos livros, ou seja, que coube ao Papa Pio XII, através de uma Encíclica, instituir a festa da coroação que, para mim, tem, também, o seu lado romântico. Mais adiante, direi por quê.
               9. Assinando, em 11 de outubro de 1954, a Carta Encíclica "Ad Caeli Reginam" (A Realeza de Maria) Pio XII escreveu: ..."com nossa autoridade apostólica declaramos e instituímos a festa de Maria Rainha para ser celebrada cada ano em todo o mundo no dia 31 de maio."
               10. Eugênio Maria Giuseppe Giovanni Pacelli, Pio XII, nasceu em março de 1876, em Roma. Permaneceu na Cátedra Petrina de 1939 a 1958, quando morreu no Castelgandolfo. 
               11. Disse-lhe, leitor dileto, que, para mim, a coroação da Virgem tinha um lado romântico.
               Conto-lhes este segredo: poucas não foram as vezes que, eu menino, apaixonei-me pela menina que, trajada de anjo, coroava Maria.           Após a solenidade, abelhudo, eu a procurava e lhe oferecia uma rosa...
               12. Faz tantos anos! Mas nunca esqueci aqueles "anjinhos" que coroavam Maria, nos 31 de maio de minha infância. 
          É, para mim, o lado romântico da coroação de Maria de Nazaré, cuja realeza, será, logo mais, confirmada ao som de belos cânticos marianos...
Felipe Jucá
Enviado por Felipe Jucá em 31/05/2016
Alterado em 16/12/2016


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