Felipe Jucá

Paz e bem!

Textos

              Notre Dame e a Mona Lisa

     
1. Estive quatro vezes em Paris. Que chique, hein? Muito chique mesmo: não há como e porque negar. Nas quatro visitas, vi Mona Lisa, no Louvre, e rezei na Catedral de Notre Dame, lindo postal da Île de la Cité, às margens do Sena.
     
2. Nas visitas que fiz ao Louvre, me pus horas a admirar, além da Mona Lisa, vale registrar, as estátuas gregas da Vênus de Milo e Vitória de Samotrácia. Diante das três obras de arte, quedei-me embevecido.
     
3. Na minha última estada em Paris, hospedei-me, com Ivone, no Quartier Latin, na Rue des Écoles. Um hotel modesto, mas a poucas quadras da Sorbonne e da Avenida Saint-Michel. Portanto, não muito longe da Catedral de Notre Dame. Andava um pouquinho, atravessava o Sena, e chegava à belíssima igreja dos franceses. 
     
4. Doeu-me quando, pela manhã, ouvi a notícia de que Notre Dame estava pegando fogo. No primeiro instante, achei que tudo não passava de cruel "fake news".  
     Só acreditei na tragédia, depois que vi, na televisão, ao vivo, o querido templo europeu sendo devorado pelas chamas.
     
5. Alguns amigos, que se dizem "sem religião", em clima de refinada gosação, suponho, telefonaram-me, perguntando por que Deus havia permitido que a Notre Dame desaparecesse, atingida por descomunal incêndio. 
     Confesso que não tive como responder.      Recursos teológicos faltaram-me para, respondendo a indagação, explicar  a inesperada catástrofe envolvendo a velha igreja dos franceses.
     
6. Graças a Deus, Notre Dame não foi totalmente destruída. Podia ter sido pior. Notre Dame não estará definitivamente sepultada.  Aí me lembrei que quatro vezes rezei nos seus bancos, ouvindo seu afinado órgão, que parecia tocado pelos anjos...
     
7. A "Folha de São Paulo", no domingo, 28 de abril de 2019, publicou, no caderno "Ilustríssima", formidável matéria sobre a Mona Lisa. Quis a "Folha", discorrendo sobre a Gioconda, lembrar, em alto estilo, os 500 anos da morte do seu criador, o exímio pintor Leonardo da Vinci. 
     
8. Leonardo di Ser Piero Da Vinci nasceu em Anchiano, perto de Florença, no dia 15 de abril de 1452, às três da madrugada de um sábado.
     Podia também ser lembrado, homenageado, um de seus mais belos trabalhos, "A última ceia", afresco que pintou para a igreja de Santa Maria dele Grazie, em Milão. 
     
9. Mas está sendo festejado com a Mona Lisa, considerada sua obra prima. E não podia ser diferente: vá ao Louvre, e verá gente de todas as partes do mundo acotovelando-se para ver , o mais de perto possível, o pequeno retrato da La Gioconda, com apenas 77cm X 53cm! 
     
10. Estive, como disse, lá, e, como tantos, acotovelei-me para ver, de pertinho, o famosíssimo retrato de Lisa Gherardini Del Giocondo, saído do pincel de Leonardo entre 1503 e 1506. Quanto tempo sendo aplaudido!
     
11. A "Folha" deu destaque ao depoimento de uma estudante indiana, 16 anos, Aliwa Anas, depois de ver a Gioconda, no Louvre: "Ela tem um quê místico. Reflete as emoções de quem a contempla. Se você está feliz, ela vai parecer estar sorrindo. Se está triste, idem".
     
12. Olhando pro "retrato" da Mona Lisa, que trouxe de Paris, com respeito e gratidão, presto minha homenagem a Leonardo Da Vinci, um gênio, que morreu no dia 2 de maio de 1519, com 67 anos, portanto, na França. 
Felipe Jucá
Enviado por Felipe Jucá em 29/04/2019
Alterado em 29/04/2019


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